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Abordagem de Pesquisa em Educação II
Bem vindo ao meu blog direcionado a postagens referente a relação entre as escolas parceiras e a comunidade onde ela está inserida.
Acreditamos que com a criação do blog teremos uma interação e troca de experiências entre todas as comunidades que formam as escolas as quais estamos estudando.
MAPA GEOGRÁFICO DA LOCALIDADE DE SITIO NOVO, ARROIO DO TIGRE

O mapa geográfico é referente a comunidade onde está inserida a Escola Municipal de Ensino Fundamental Vitalino Muniz.
Breve relato da história da comunidade
Aponta-se como primeiros habitantes as famílias Xavier, Miranda, Silva, Muniz, “Lageano”, Silveira, Schneider e Mattoso, Barbosa Zuckio as quais denominaram o local apenas por “Sítio” devido ao fato de ser um lugar sitiado de água,( Rio Lagoão, Rio Jacuizinho, Rio Caixão e Arroio Despraiado) sendo difícil o passe pelo rio para se deslocar à outras localidades, inclusive, para chegar a sede de Arroio do Tigre era preciso cruzar pela localidade de Cerca Velha realizando um longo trajeto a cavalo.
Estes desbravados colonizadores, com muito empenho, sofrido trabalho braçal, mas a cima de tudo, com o desejo de prosperar, fixaram muitas residências enfrentaram a mata virgem, abriram estradas a picão, desmataram com o machado e iniciaram a plantação de trigo e fumo que era comercializado em Soledade e Santa Cruz do Sul, além de se dedicarem a criação de animais domésticos.
ORIGEM DO NOME DO LOCAL
O nome Sítio Novo, originou-se devido ao desmembramento da comunidade de Sitio Alto, para o qual foi realizado abaixo assinado devido à insatisfação dos moradores uma vez que achavam distante ir até Sitio Alto. (Já o nome Rio caixão deu-se devido a grande quantidade de pessoas que morreram ao fazer a travessia do rio par ir fazer compras na bodega dos Schmidt que localizava-se onde hoje é a localidade de Tabajara. Na geração da família do Sr Aparício teve muitas mortes ao fazer a travessia deste rio Também muitas mortes ocorridas entre o Delegado Carlos Amaral que depositava os corpos no rio caixão, corpos sumiam
O QUILOMBO FÃO
Concomitante a isso também forma-se nesta localidade o quilombo de Linha Fão, pois, as famílias de origem africana trabalhavam de meeiros nas grandes propriedades dos Schmidt e dos chamados “Lageano” e conforme necessitado pelos grandes proprietários produzir e vender estas áreas de terra obrigou-os a tomar posse e a fixar suas residências ás margens do rio caixão.
O local se formou a partir de escravos refugiados das grandes fazendas
Conforme dona Oralina Fernandes (Tia Funé) 93 anos
O local onde hoje residem os quilombolas, na Linha Fão já era conhecido pelos antepassados, que quando fugiam das fazendas onde trabalhavam como escravos refugiavam-se nesse local de “peraus”. “No entanto, no início da formação da comunidade, as famílias de origem africana trabalhavam de meeiros nas grandes propriedades dos Schmidt e dos chamados “Lageano” e”. Conforme necessitado pelos grandes proprietários produzir e vender estas áreas de terra, os obrigaram a tomar posse e a fixar suas residências ás margens do Rio Caixão, em um terreno pedregoso e íngreme de apenas 5 hectares que teria sido adquirido através de uma permuta.